A autoconfiança faz diferença na liderança criativa?

Atualizado: 9 de jul. de 2020

Pessoas Criativas, de artistas como Mozart até cientistas como Darwin, são bastante prolíficos quando se trata de fracassos: eles apenas não permitem que os fracassos os paralisem. É o que diz na pesquisa de Dean Keith Simonton, que pessoas criativas simplesmente fazem mais experimentos. Elas simplesmente tem esse comportamento de alta performance de testar, testar e testar.

Baseada nessa afirmação e em diversas pesquisas, artigos, matérias, vídeos e a própria experiência com pessoas criativas em diversos níveis de liderança, uma série de resultados que comprovam que a autoconfiança é fundamental para que um fracasso não seja um fator relevante de paralisação na geração de idéias para problemas complexos e mal definidos, a criação da definição desse problemas, pesquisas e coleta de informações, combinando e reorganizando-as de novas maneiras, que geram consequentemente novas ideias avaliadas e testadas, chegando ao ponto de desenvolvê-las e implementá-las a partir da inovação e suporte de recursos. Todo o processo criativo, assim como o desenvolvimento do produto e/ou serviço inovador liderado criativamente, tem o foco centrado em pessoas, ou seja, suas crenças, seus comportamentos, seus padrões e resultados. Dentre todas elas a crença de ser capaz de criar uma mudança em um mundo complexo, volátil, ambíguo e incerto.

Segundo Friedman Colunista da New York Times, o mundo está vivendo um tempo em que a tecnologia cresce mais rápido que a capacidade humana de acompanhar esse crescimento. Essa afirmação vem como consequência da Lei de Moore onde Gordon Moore percebeu que conforme a indústria avançava reduzindo um transístor de circuito integrado tornando os computadores mais velozes, uma atualização total nos equipamentosda indústria eram necessário por tornavam os equipamentos anteriores obsoletos. Por essa afirmação e por consequência dela Moore afirmou que os computadores dobrariam sua velocidade de processamento a cada ano e os preços permaneceriam. Com fontes seguras da afirmação de Friedman, podemos observar que a globalização atual não é mais somente a interligação entre os países ao redor do mundo, mas a interdependência dos mesmos. Estamos na era do conhecimento.

Reconhecendo o momento em que vivemos, devemos nos questionar sobre quais aspectos da vida podemos valorizar para acompanhar e até mesmo gerar disrupturas em um mundo onde criar algo hoje pode ser ultrapassado amanhã.

Em uma pesquisa do Institute For The Future intitulado Future Work Skills 2020, foram listadas 10 competências indispensáveis, subdivididas em 6 “drivers” para um mundo que vivenciará grandes mudanças pela frente. Estes foram apresentados no estudo como:

1- Longevidade Extrema: Colocar os olhos para um futuro no âmbito econômico e da saúde sobre o aumento de pessoas acima de 65 anos e como isso vai impactar o estilo de vida, de trabalho e de convivência.

2- Nascimento e aumento de máquinas e sistemas inteligentes: Uma nova forma de relação entre nós humanos e as máquinas precisam ser estabelecidos uma vez que os processos, níveis de produtividade e até mesmo a satisfação no trabalho serão modificados.

3- Mundo Computacional: Tudo que tivermos contato será dado. Na verdade, já é o que o futuro nos promete é uma capacidade de escala de criação de dados e padrões que nos darão a oportunidade de parar pandemias em uma macro visão e a forma de gerir a vida e tomar decisões através de dados para alcançar resultados desejados.

4- Novas mídias ecológicas: Se teremos um mundo computacional que muda a capacidade de informação e criação de dados, temos que utilizar novas ferramentas e modelos de comunicação para atender o mesmo de forma cognitiva e com foco utilizando vídeos, realidade aumentada, animações e outros para engajar as pessoas em suas atividades.

5- Organizações super estruturadas: Utilizar novas tecnologias e mídias sociais para ampliar um novo nível de inteligência coletiva, ampliando de forma massiva a capacidade de inovar e acelerar os resultados desejados através de criações como jogos e pesquisas públicas que geram ideias e mudam a forma de desenvolver pessoas.

6- Mundo globalmente conectado: Conectar colaboradores locais na cultura global a fim de manter as vantagens competitivas.

A instigação pelo assunto e os padrões citados nesses estudos revelaram a importância do vinculo social, enquanto sociedade, cultura, times, família e outros indivíduos influenciadores na formação do ser criativo. Por esse motivo, reconhecendo que uma tribo, grupo, rede de contato ou sociedade naturalmente necessita de um líder, ou seja, alguém que ordene as ações desse grupo através de códigos de conduta, ética, regras, leis, visão, direcionamento, inspiração, motivação, treinamento e outras variáveis, o tema liderança criativa surge para resolver, não pela primeira vez, a questão das mudanças significativas em um mundo que está experimentando fatores mundialmente sincronizados, como uma pandemia.

A pergunta é: Você está disposto a confiar na sua capacidade de criar para viver o novo agora?


 

Referências:

(Burns, 1993);

(Goleman, 1998);

(Bandura, 1977);

(Koriat et al, 1980);

(Ormrod, 1999);

https://www.ukessays.com/essays/management/self-confidence-and-leadership-management-essay.php;

(Bass, 1985; Popper, 2004 etc.) e também pela autoeficácia (Bandura, 1977);

Hautala 2005.

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